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Bom, dando continuidade ao guia anterior, vou falar agora de um dos mais importantes equipamentos existentes em um sistema de som, e que geralmente não recebe a devida atenção, são nada mais nada menos que os MICROFONES, ou seja, a forma por onde se inicia a captação do som e a colocação deste em meios eletronicos e elétricos que possam realizar alterações e amplificar o sinal.
 
Neste guia, vou dar uma passada rápida pelos tipos de microfones e suas características, posteriormente, irei entrar no assunto mais profundamente, para cada tipo de microfone.
 
Os microfones possuem um transdutor, que é a parte do equipamento que converte os sinais captados na membrana em energia elétrica, ele pode ser de dois tipos, dinâmico e condensador.
Microfone a Condensador: O microfone de condensador utiliza a variação da capacitância de um capacitor, através da variação da distância entre suas placas. Tem um diafragma de metal ou plástico muito fino ajustado sobre uma peça plana de metal ou cerâmica chamado de back plate. Quando uma determinada carga elétrica é colocada entre o diafragma e o back plate, causa variações na saída elétrica dependendo dos movimentos do diafragma que vibra em resposta as ondas de som. Este sinal de saída é muito fraco e sujeito a interferências, por isto é amplificado por um pré-amplificador que pode estar integrado no corpo do microfone ou em um dispositivo separado.
A maioria dos microfones de condensador requerem alimentação, seja por AC ou baterias. A fonte de AC pode vir de algum equipamento que o microfone estiver acoplado ou do mixer de áudio (phantom power). Neste caso, o cabo do microfone, além de levar o sinal captado pelo microfone ao mixer, leva energia do mixer ao pré-amplificador do microfone. As baterias são colocadas junto do microfone ou do pré-amplificador.
Os microfones de condensador, também chamados de capacitivos, são muito pequenos, extremamente sensíveis para baixas e altas freqüências, tem uma melhor faixa dinâmica e menor nível de ruído. O seu pré-amplificador permite que eles tenham uma saída mais alta do que os dinâmicos. São recomendados para a captação de som de alta qualidade.
Microfone Dinâmico: Os microfones dinâmicos usam um imã e uma bobina de fio fino. As ondas sonoras fazem vibrar o diafragma suportado pela bobina que se encontra em um campo magnético. Como resultado, uma pequena corrente elétrica é gerada e depois amplificada.
Os microfones dinâmicos são mais baratos e mais robustos, não necessitam de alimentação externa e são indicados onde as condições de captação forem mais severas, como shows e reportagens. Aceitam grandes pressões sonoras sem distorção. Têm menor sensibilidade a ruídos de manuseamento. Excelentes para gravação de vozes em exteriores, eliminando o ruído ambiente.
 
Formato do Microfone
Para cada aplicação, existe um tipo específico de microfone, como segue:
Microfone de Mão : O microfone de mão é o tipo mais comum. Muito usado em entrevistas e por cantores, além de permitir ser segurado pelo usuário, pode ser fixado em um pedestal, pendurado ou mesmo ser deixado no chão. O ideal é que ele tenha um amortecedor interno para diminuir os ruídos com a manipulação e ser bem robusto. Para uma captação melhor, o microfone de mão deve ser posicionado a uma distância de 15 a 30 cm da boca do locutor e num ângulo de 45 graus. Em geral os microfones de mão são do tipo dinâmico.
Microfone de Lapela : É projetado para ser usado junto do corpo humano, também chamado de Lavalier, é outro tipo muito utilizado. De formato muito pequeno, é preso à roupa deixando o usuário com as mãos livres. Ele pode ser facilmente escondido atrás de qualquer objeto, neste caso o som deve ser equalizado para parecer natural. Os microfones de lapela podem ser ligados diretamente ou através de emissores/receptores sem fio. Quando são usados Lavalier sem fio, um pequeno transmissor é colocado na roupa do usuário. Se ele for duplo são usados dois transmissores com freqüências diferentes.
Microfone ShotGun : O Shotgun é projetado para captar sons de distâncias maiores. Deve-se evitar apontá-lo para superfície dura, como uma parede de azulejos ou de tijolos, porque elas podem refletir sons de fundo ou deixar o som oco. O Shotgun é muito sensível ao barulho causado pelo vento, por isto deve ser movimentado com cuidado e, sempre que possível, usa-lo com quebra-vento de espuma (luva).
Microfone PZM : Pressure zone microphones - é um microfone projetado para captar o som de várias pessoas. O PZM iguala o volume de todos os sons captados dentro de seu alcance.
Microfone de Contato : Captam sons em contato direto com a fonte sonora. Muito usados para a gravação de instrumentos musicais e de sapateados em geral.
Microfone de Estúdio : Microfone desenhado especialmente para utilização em estúdios de gravação.
Microfone Sem Fio : O microfone sem fio, também chamado de microfone de rádio ou de RF, é, na verdade, uma estação de rádio em miniatura. Ele pode ser de uma ou duas peças. No de uma peça, o microfone, a bateria, o transmissor e a antena estão no mesmo corpo. No de duas peças, o microfone é conectado a uma unidade de transmissão separada. A unidade do microfone (que pode ser do tipo dinâmico ou de condensador) converte as ondas de som em um sinal elétrico. O sinal é enviado para um transmissor de baixa potência que o encaminha à um receptor que, por sua vez, converte o sinal de rádio-freqüência novamente em áudio. A saída do receptor é conectada na entrada de um mixer ou gravador, através de cabos.
Receptores com duas antenas oferecem menos interrupções no som do que os de uma única antena. Eles possuem um circuito inteligente que seleciona o melhor sinal que chega a cada uma das antenas. Os microfones sem fio operam em freqüências específicas medidas em megahertz (MHz). Seus transmissores e receptores trabalham nas freqüências de UHF, de 470 MHz a 806 MHz (canais 14 a 69), e nas de 150 MHz a 216 MHz, ou seja, a mesma banda onde estão os canais de televisão VHF. Esta última é a mais usada profissionalmente. Alguns modelos operam na freqüência de 902 a 928 MHz. As freqüências mais baixas em VHF, como a de 49 MHz, estão sujeitas a mais interferências. Não há nenhuma diferença na qualidade do som nos sistemas que operam em VHF ou UHF. Nos microfones sem fio em UHF há menos chances de interferência de outro usuário que esteja operando na mesma freqüência, porém, eles são mais caros que os sistemas VHF.
 
Direcionalidade
A qualidade do som captada depende também da característica direcional do microfone. Neste caso podemos classifica-los em direcionais, bidirecionais e omnidirecionais.
Microfones direcionais :Tem como característica principal captar o som vindo de uma única direção. Respondem melhor aos sons situados num ângulo de menos de 20 graus de cada lado da direção que estão apontados.
Microfones Cardióides:São chamados assim porque sua curva de resposta tem a forma de um coração. Este tipo de microfone responde melhor aos sons vindos da frente. Os sons das laterais são captados com pouca intensidade. Seu uso é indicado para lugares de muito barulho ou para evitar a reverberação em ambientes fechados.
Microfones Supercardióides:Apresentam características parecidas com os cardióides mas com maior sensibilidade aos sons vindos da frente, captando um pouco mais os vindos de trás.
Microfones Hipercardióides: Microfones ultradirecionais, altamente sensíveis aos sons frontais, com uma sensibilidade menor do que os anteriores aos sons vindos da parte de trás. Deve ser apontado com precisão para não pegar sons indesejáveis. Não devem ser utilizados em interiores ou exteriores com paredes refletoras. Em ambientes reverberantes originam perdas de definição graves e colorações indesejáveis nas vozes. Conhecidos também como shotgun, captam o som de longas distâncias, permitindo enquadramentos de câmera mais abertos.
Microfones bidirecionais: São os que captam o som de duas direções opostas, na frente e atrás. São muito usados em estúdios de áudio. Em televisão sua utilização é limitada.
Microfones omnidirecionais:Captam o som de todas as direções. Muito sensíveis, necessitam estar muito próximo da fonte sonora para não pegar sons indesejáveis. São indicados para a captação de festas, orquestras, quando se usa um só microfone.
 
 
Impedância e Respostas de Freqüências
Os microfones podem ser de baixa impedância (inferior a 600Ohms) e de alta impedância, onde os de baixa impedância são mais utilizados em aplicações profissionais pois permitem a utilização de cabos longos sem perda na qualidade do sinal.
Os microfones devem ser ligados aos sistemas de gravação e/ou amplificação com atenção a sua impedância, e deve-se evitar ao máximo o casamento de impedâncias sobre o risco de perda da qualidade do sinal captado.
Preferivelmente, os microfones devem ser conectados em sistemas com impedâncias mais altas cerca de 5 a 10 vezes, por este motivo é que os mixers profissionais possuem impedância superior a 1000Ohms.
Um outro fator que é importante na especificação de um microfone, é a sua resposta de freqüências, que é a capacidade do mesmo em captar faixas diversas de freqüências e também o que determina seu uso específico em produção e utilização.
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Inicialmente vou falar sobre o que faz cada parte do sistema de som, e como fazer a ligação de cada equipamento ao sistema, e ainda como cada parte do sistema interage com o todo, de forma harmoniosa. Posteriormente, explicarei cada uma das principais linhas de periféricos e como utilizar os principais recursos de cada uma. Um problema que tenho visto tanto com o pessoal que trabalha constantemente com áudio, como também com músicos e contratantes, que é o de não saber se preciso de um determinado periférico e em qual quantidade preciso dele, e na dúvida acabo por coloca-lo no sistema e transformo o som em algo quase inaldivel. O que para determinados sistemas é desnecessário, para outros é de extrema importância, e vice-versa.
A seguir, vou apresentar alguns dos periféricos mais importantes, suas funções e principais recursos, bem como utiliza-los e o principal, quando utiliza-los. Mesa de Som ou Console de Mixagem
Em todos os sistemas de som, indiferente do seu porte tamanho e recursos, a mesa de som sempre está presente e é o coração do sistema, pois a partir dela é que os sinais captados dos instrumentos, músicos ou integrantes são misturados e enviados para tratamento nos periféricos, e também transmitidos para o sistema de amplificação (PA, PALCO, GRAVAÇÃO ou ambos).
Todas as consoles de mixagem, possuem recursos básicos parecidos, diferenciando-se somente os recursos disponíveis mais avançados e a qualidade sonora de cada uma. O que podemos citar como maior diferença entre as mesas, mas não como diferencial de qualidade é a quantidade de canais de entrada, que pode variar desde 2 até mais de 60. Então, como escolher qual será necessária?
Bom, via de regra cada canal de entrada é responsável pelo tratamento de um sinal diferente, seja ele, um microfone de vocal, um instrumento, um retorno de efeito, um aparelho de CD ou qualquer outro. Para se adaptar a diferentes fontes, temos que ter centenas de entradas com impedâncias diferentes? Não, um dos recursos encontrados nas mesas de som, é a possibilidade de se ajustar a sensibilidade do canal a sensibilidade do equipamento ligado a ele, este controle chama-se controle de ganho (GAIN).

Um outro recurso encontrado nas mesas é a equalização, que dependendo da marca, modelo e recursos, varia entre 2 e mais de 5 faixas de freqüência, algumas fixas outras variáveis. Geralmente, são encontradas 3 faixas, respondendo como Graves (LOW), Médios (MIDDLE) e Agudos (HIGH), onde muitos possuem os médios de forma paramétrica (variável).

Bom, para terminarmos o básico, temos o recurso do fader, que é a quantidade do sinal do canal que será misturada ao sinal principal (master), e no caso, o master, possui também o fader, que é a quantidade do sinal já misturado que é enviado para a saída principal da mesa seja para PA, PALCO, AMBOS, GRAVAÇÃO, ou até mesmo para outra mesa.

Agora vamos falar sobre outros recursos mais avançados, porém, encontrados em uma vasta maioria das consoles de médio porte, são elas, o controle de PAN que indica o quanto do sinal será enviado para o lado direito (RIGHT) e quanto será enviado para o lado esquerdo (LEFT). Outro recurso encontrado é o de PFL (ou pré escuta) que é a possibilidade de se escutar em um fone de ouvido ou caixa de som o que está ocorrendo em um determinado canal da mesa sem envia-lo para o master da mesa.

Bom, ainda temos os controles de AUXILIARES, que podem variar de 1 até algumas dezenas, e servem para se direcionar o sinal para uma outra saída diferente das saídas master, elas são geralmente utilizadas para monitores de palco, ou efeitos, e são exatamente iguais aos recursos de fader, e geralmente possuem também um controle geral como o master da mesa. Algumas marcas chamam as saídas de auxiliar de SEND e podem ou não possuir um RETURN que é uma entrada já misturada ao sinal master da mesa, para o retorno do sinal enviado pelo SEND já processado por outros periféricos.

Temos algumas mesas que apresentam diversos tipos de conectores de entrada para o canal (geralmente XLR e P10 stereo para os sinais balanceados e P10 mono para os sinais desbalanceados), e também, um outro recurso que é o INSERT, que serve para enviar e receber o sinal do canal para processamento externo por outros periféricos. Este processamento é importante, para ligar equipamentos específicos para alterar, corrigir, modificar, ou realizar qualquer outra operação com o sinal do canal, adicionando mais recursos a este na mesa.

Outros recursos encontrados, é o LOW CUT, que é o corte do sinal, em algumas dezenas de dB (por exemplo ?60dB) para as baixas freqüências (geralmente abaixo dos 60Hz), dessa forma evita alguns ruídos indesejáveis para algumas fontes de sinal, seja por manuseio do microfone, rajadas de ar ou outros.

O recurso de PHANTOM POWER, que pode ser geral ou somente para alguns canais, que é nada mais nada menos que uma energia elétrica de +48v (48 volts) para a alimentação de alguns tipos específicos de microfones. E também o recurso de MUTE que é o de ignorar todo e qualquer sinal enviado para o canal, como se nada estivesse sendo enviado (algumas consoles permitem que se aplique o MUTE no canal de forma geral e outras, somente do sinal MASTER.

Um recurso muito utilizado é o da saída THRU que é o envio do sinal da mesma forma que o recebido na entrada do canal, para outra mesa ou para outro sistema (alguns sistemas que não possuem este recurso utilizam cabos em Y, com o mesmo efeito, ligando cada lateral do Y a um sistema diferente), este recurso geralmente é utilizado em sistemas que utilizam mais de 1 mesa, sendo uma para o PA e outra para o palco, ou PA e GRAVAÇÃO ou qualquer outra variação.

Um outro recurso encontrado, é o de SUBGRUPOS, que são nada mais nada menos que a possibilidade de se criar (em termos leigos) uma outra mesa menor dentro da mesa maior, dessa forma, podemos desde separar tipos de instrumentos (cordas, metais, sintetizadores, vocais, etc.) como o de permitir o uso de mais de uma configuração para canais, ou, outras centenas de utilidades em se endereçar e processar externamente cada um dos subgrupos ou envia-los ao master, como se fossem um canal comum da mesa.

Além de todos estes recursos, temos uma infinidade de outros que são menos comuns ser encontrados diretamente na mesa, mas nada impede de ser encontrados no mercado modelos que venham de fábrica com recursos de DI, GATE, LIMITER, EXPANDER e outros, que serão comentados em outros artigos com todas as suas funções e principais características.

Para concluir sobre as mesas de som, vou explicar porque existem centenas de mesas com uma infinidade de recursos diferentes e uma imensa quantidade de canais, enquanto outras possuem 4 canais e quase nenhum recurso. A resposta é simples, necessidade x custo, ou seja, o quanto de beneficio o recurso adicional irá trazer e o quanto ele irá custar. O numero de canais da mesa, indica quantos dispositivos de entrada (microfones, captadores, cd-players, etc.) poderão ser adicionados nela, por exemplo uma mesa de 24 canais, permite que 24 microfones sejam misturados, formando um único sinal master.

Para fins de exemplo, vou usar uma mesa Behringer Eurodesk 2446 que possui 24 canais de entrada, 4 subgrupos e 6 saídas auxiliares, sendo 4 com retorno, e recurso de MUTE, PFL, LOW CUT, equalização de 4 vias (low, mid low, mid high, high), controle de ganho, phantom power, insert, vu (geral, somando-se todos os canais que foram selecionados) e recursos de equalização de 3 vias nas saídas master, subgrupos e auxiliares. Nela podem ser ligados por exemplo, 6 canais referentes a bateria (cada instrumento ligado a um canal), endereçados ao subgrupo 1, 4 metais (flauta, trompete, trombone, sax) subgrupo 2,4 cordas (violão, baixo, guitarra) subgrupo 3, 3 percussão, 3 vocais subgrupo 4, e mais 1 cd-player e 1 md-player (que por serem estéreo utilizam 2 canais cada, um para o lado R outro para o lado L), imagine que você queira gravar somente o som da bateria, pode-se inserir um gravador DAT no subgrupo 1 e gravar somente os sinais vindos da bateria, e que esteja em um palco, onde o vocalista precise de retorno, os 2 backing que também tocam guitarra queiram retorno, a percussão queira retorno, o baterista queira retorno, os metais queiram retorno e finalmente o side-fill para reforço no palco, ai se utilizam os 6 auxiliares da mesa, e por ser um lugar pequeno, optou-se por se utilizar somente 1 mesa, e esta também utiliza sua saída master para o sistema do PA, e claro, o técnico de som precisa da pré-escuta para poder ouvir os sinais que estão indo para cada lugar, seja o master, seja um subgrupo ou um auxiliar.

Equalizador V (x Bandas)
O equalizador V, é responsável por corrigir cada uma das faixas de freqüência, de forma constante, e dividindo todo o range de freqüência entre suas bandas, ou seja, um equalizador de 31 bandas irá dividir o sinal em 31 faixas de freqüência diferentes, enquanto que um de 15 bandas irá dividir o sinal em somente 15 faixas de freqüência diferentes.

Para que o Equalizador V serve, para corrigir uma deficiência acústica do ambiente, ou de um instrumento específico que não é possível de ser corrigida somente com as faixas de freqüência da mesa, ou corrigir uma falha na captação devido ao tipo de microfone usado. Um erro bastante comum é utilizar o Equalizador V para se dar um ganho geral ou uma pré-amplificação no sinal, isto é errado pois causa níveis ainda maiores de distorção e maior probabilidade de realimentações em freqüências que estejam excessivamente elevadas.

O Equalizador V, possui geralmente um controle de ganho e atenuação para cada uma das freqüências que trabalha, geralmente seu centro é 0dB, ou seja, não atenua nem eleva aquela faixa e seus extremos são para atenuar ou elevar o nível de sinal daquele range de freqüências.

Geralmente são utilizados nas saídas da mesa, sejam elas os sinais master, auxiliares ou subgrupos, para corrigir deficiências do ambiente (excesso de reverberação de algumas freqüências e falta de outras) ou para suprir deficiências do sistema de alto-falantes (falta ou sobra determinadas freqüências que precisam ser corrigidas). Uma outra possibilidade é de ligar o Equalizador V no insert de um canal por exemplo de um vocalista, para corrigir determinadas freqüências que possam estar sobrando ou faltando devido ao tipo de microfone e ambiente, ou para permitir uma melhor equalização do instrumento, que não possa ser obtida somente com as freqüências disponíveis na equalização da mesa.
Equalizador Paramétrico (Equalizador Q)
Os equalizadores paramétricos são exatamente iguais na maneira de operação e ligação que os equalizadores v, a única diferença está na forma como são construídos e nas faixas de freqüência em que trabalham, pois possuem um outro fator, que é a possibilidade de se ajustar a freqüência de trabalho de cada range.

A melhor maneira de se explicar isso, é explicando o que ele faz, ou seja, como atua. Primeiramente, eles possuem geralmente entre 8 e 16 bandas, que trabalham da seguinte forma, podem ser divididas em intervalos iguais e constantes como os equalizadores V, ou variar entre um mínimo e um máximo (de forma paramétrica), onde ao se mudar o centro ou o limite mínimo e máximo de uma determinada faixa, as 2 faixas vizinhas (anterior e posterior) também sofrem alteração.

Estes geralmente possuem um melhor controle do sinal, pois podem selecionar e se concentrar melhor nas faixas problemáticas e permitir que as demais permaneçam, como possuem esta característica de mexer com as 2 faixas laterais, deixam o sinal com uma característica mais natural do que quando alterados por equalizadores v.
Direct Box (DI)
As Direct Box (DI) são equipamentos que fazem uma atenuação rápida do sinal como uma chave de liga-desliga, que são usadas geralmente entre o instrumento ou microfone e a entrada da mesa, servem para evitar que sinais repentinos sejam amplificados, como por exemplo o (PUF) inicial de um microfone de vocal, ou então, o vibrar das cordas de um baixo, que está parado.

As DI possuem um controle que é o quanto um sinal com determinadas características será atenuado (geralmente algo em torno de ?40dB), e também, possuem uma característica que é transformar um sinal de linha não balanceado em um sinal balanceado ou vice-versa e também de receber sinais de linha e transforma-los em sinais de microfone ou vice-versa (casar as impedâncias, que são diferentes em sinais de microfone geralmente maior que 600Ohms e de linha geralmente menor, variando de equipamento para equipamento).
Multi Efeitos (Efeito)
Como o próprio nome já diz, o multi efeito ou simplesmente efeito, é o equipamento responsável por exemplo pela transformação da voz humana em robotizada (robotizer) ou pelo efeito de eco (echo), ou por outros milhares de efeitos encontrados por ai, que podem ser obtidos com um único efeito ou com a somatória de vários deles. Existem efeitos específicos para vocal, para violão, para guitarra e para uma infinidade de utilizações, que vão desde melhorar (dar mais conforto) a um palestrante como para transformar o som de uma guitarra ou violão em uma guitarra com um amplificador valvulado usado nos anos 20. Enfim, existem efeitos para todas as finalidades possíveis e imagináveis e até mesmo para mais um pouco.

Com todas estas opções, quando saber qual é necessário ou importante e qual não é necessário? Bom senso, essa é a única maneira de saber, pois cada musico ou melhor, cada musica executada pode precisar ou não de um efeito, e dependendo do caso, não só de um efeito como também de vários deles, que podem ser usados juntos em um mesmo equipamento ou precisar de vários equipamentos em série.

Para facilitar, por exemplo, um guitarrista pode usar vários efeitos juntos, para chegar ao som ideal, ou em outro momento não utilizar nenhum. Ou um vocalista que vai apresentar um show de piadas pode usar vários efeitos conjugados ou não para mudar os timbres e características de sua voz, afim de imitar determinados ruídos ou personagens. Neste ponto, para esta utilização é importante frisar marcas e modelos de efeitos, pois cada modelo difere justamente por trazer um efeito diferente ou um conjunto diferente.

O Efeito pode ser usado de diversas formas, por exemplo, ligado entre o sinal do microfone ou instrumento que se utilizará do efeito, tanto do lado do músico como do lado do técnico de som (isso fica a critério do musico, pois geralmente ele mesmo pode querer trocar de efeito em um momento de seu show, ou deixar esta tarefa a critério de seu técnico por exemplo). Pode também ser ligado no insert da mesa, por exemplo um palestrante que precisa de um eco para trazer maior conforto vocal aos ouvintes e a ele mesmo. No subgrupo da mesa, por exemplo, em um debate, onde diversos microfones estejam espalhados para seus participantes e todos precisam basicamente do mesmo efeito de eco e reverberação. No auxiliar, para por exemplo direcionar todos os microfones de vocal para um efeito de eco, melhorando o conforto. Ou até mesmo no master da mesa, onde por exemplo estejam ligados somente microfones a mesa de uma sala de reuniões, e todos os participantes precisem de um determinado efeito.
Limiter (Limiter Gate)
O LIMITER é usado, para limitar o nível de um equipamento, ou seja, não permitir por exemplo que ele sature ou entre em níveis perigosos tanto ao equipamento quanto aos ouvidos humanos. Ele atua como um teto, ou seja, todo o sinal que vier acima do nível permitido será ignorado.

Ele pode ser usado tanto nos canais da mesa, como por exemplo em um teclado, que possui um controle próprio de volume, mantendo o seu nível sempre constante indiferente do músico aumenta-lo mais que o limite estabelecido, protegendo os circuitos da mesa e também de demais periféricos como também não permitindo que o sinal sofra distorções.

Outra forma de uso de um Limiter é nas saídas master, subgrupo e auxiliares da mesa, pois dessa forma indiferente de um aumento acidental e uma possível queima de equipamentos e alto-falantes, o sinal irá chegar até o máximo permitido e deste ponto adiante, indiferente do que foi comandado na mesa, não será mais elevado. Este é o principal uso do Limiter, que é o de proteger os equipamentos e os ouvintes, bem como evitar níveis de distorção muito altos por saturação.
Expander (Expander Gate)
Ao contrário do Limiter, o Expander eleva o nível do sinal, expandindo-o até os limites estabelecidos, ou seja, ele permite que pequenos ruídos como por exemplo um prato de uma bateria ou um sinal baixo proveniente de um microfone possam chegar em níveis possíveis de serem tratados pela mesa ou periféricos e também de ser amplificados.

Eles podem ser utilizados da mesma forma que o Limiter, porém, geralmente são usados entre algum microfone e a mesa, ou em insert. Não tendo seu uso em sinais de saída muito amplo, exceto para renovar o nível de sinal após uma linha de transmissão muito longa, porém isenta de ruídos e interferências, pois se ruídos e interferências passarem por um Expander, correm o risco de serem misturados ao sinal.
Compressor (Compressor Gate)
O Compressor, é o responsável por criar uma rampa com o sinal, comprimindo-o para dentro de limites aceitáveis, ele irá ao receber algum tipo de sinal atenua-la até o limite mínimo e depois, gradualmente irá permitir que ele seja elevado até o limite máximo estipulado.

Ele é usado, geralmente em vocais, pois inibe batidas muito bruscas, como por exemplo o deixar cair de um microfone, ou um assopro ou vento direto aplicado ao microfone, evitando barulhos incômodos. Porém, também pode ser usado em outros instrumentos.

É aplicado geralmente no insert ou entre os instrumentos e a mesa. Não possui muita utilidade em ser utilizado em saídas gerais como subgrupos, auxiliares ou master.
Gate (multigate)
É nada mais nada menos que a união dos 3 tipos de Gate anteriores, Compressor, Limiter e Expander. Podendo ou não ser usados em conjunto.

Crossover Ativo (Crossover)
O Crossover é o responsável pela divisão de freqüências em vias diferentes, por exemplo, para amplificação. Um sistema de som é composto por diversos tipos de alto-falantes, por exemplo graves, médio graves, médio agudos e agudos. Quando um sinal passa por um Crossover ele é dividido em várias vias, onde cada via possui uma faixa de freqüências.

A maioria dos Crossover do mercado é paramétrica, pois permite que diversos sistemas diferentes sejam calibrados e divididos, porém, quando falamos de um único sistema, este pode possuir um Crossover de corte fixo. Como não é muito comum, vamos explicar o que faz exatamente um Crossover.

Depois de todos os demais periféricos estarem prontos, e equilibrados, podemos passar nosso sinal, para ser dividido em cada uma das vias que será amplificada, como exemplo vou usar um sistema Staner 2k, que é composto por 4 modelos de caixas de som, que diferem entre si, pelas faixas de freqüência pelas quais são responsáveis, são eles SSW2k graves, DSW2k graves PA, RIO2k médio graves até agudos, FLY2k médio graves a agudos PA. Ambas as caixas de grave trabalham com freqüências inferiores a 100Hz, já as RIO2k com todo o resto, exceto o que está abaixo de 100Hz, a FLY2k é composta por 3 faixas diferentes, médio graves, de 100Hz até 800Hz, médio agudos de 800Hz até 1.4KHZ e agudos com tudo a partir de 1.4KHz. A DSW2k e FLY2k são para o PA e SSW2k e RIO2k para as torres de delay.

Para exemplificar, vou falar somente sobre o PA, e utilizando um Crossover paramétrico de 4 vias, LOW, MID LOW, MID HIGH e HIGH. Primeiro, o LOW e o HIGH possuem só o parâmetro de GAIN (ganho), já os outros 2 possuem 3 controles, que são respectivamente, Faixa de freqüência inicial, ganho e faixa de freqüência final, onde iremos calibrar o sistema de acordo com os cortes especificados pelo fabricante, e o controle de ganho serve para ajustar o nível de atenuação ou elevação do sinal antes do envio para as potências e demais equipamentos de amplificação.

Para finalizar, aproveito para dizer que existem no mercado centenas de outros aparelhos que podem ser a união de um ou mais desses equipamentos em uma mesma CAIXA PRETA, que realiza outros efeitos.

 

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 Bom, resolvi escrever este guia para poder dar algumas dicas sobre os tão comentados efeitos especiais para festas e eventos, e a dúvida que este tipo de material tem gerado, tanto para o pessoal tecnico como para o pessoal que vai contratar o serviço.

Nesta matéria, resolvi fazer uma série de perguntas e respostas que tenho recebido através do suporte tecnico da empresa com as principais dúvidas, tanto no pessoal tecnico como no nível de contratação de serviços. Para facilitar a leitura, deixei em azul escuro as dúvidas tecnicas e em verde escuro as dúvidas do cliente final.

1- O que é FOGOS INDOOR e FOGOS OUTDOOR e quais suas diferenças?
R:
 Os fogos indoor são fabricados com outras quimicas ao invés da polvora para produzir a queima e portanto o efeito, no caso dos materiais importados e de alta qualidade o material utilizado é a nitrocelulose, um pó muito usado na fabricação de tintas, que é altamente inflamavél e não produz fumaça na sua queima. Já alguns fogos indoor de baixa qualidade utilizam a vinilica e a polvora para produzir a queima o que pode causar danos tanto a estruturas quanto a pessoas, pois a polvora produz fumaça de enxofre e mais de 20 gases tóxicos durante a sua queima. O Brasil ainda não produz produtos para uso indoor, e as fábricas brasileiras que vendem estes artefatos geralmente importam.
Quanto aos fogos outdoor, são produzidos com polvora de diversos tipos e quimicas para a produção das cores, porém, por produzirem queima e liberarem gases tóxicos só podem ser utilizados em local aberto, e dependendo do tipo de artefato só podem ser manuseados por tecnicos responsaveis.

2-Quais são as variedades de efitos especiais que posso utilizar em ambientes fechados?
R:
 Em ambiente fechado, podem ser usados tanto os fogos indoor como também efeitos com base em outros produtos como a bolha de sabão, a neve artificial, a troca de luz (efeito de desaparecimento), a sky paper, a chuva de rosas e outros, adiante irei explicar cada um deles e a forma de utilização.

3-Porque tenho diversos tipos de SKY PAPER com PREÇOS DIFERENTES?
R: 
Bom, primeiramente existem 2 familias de máquinas de sky paper, as elétricas e as de pressão, ambas possuem usos diferentes, as elétricas são utilizadas para uso prolongado, porém, sua forma de concepção (pás rotantes através de um girante) não permite que materiais como pétalas de rosas sejam jogados, já as pneumáticas como são conhecidas as máquinas de pressão, utilizam gás (geralmente o CO2) para produzir pressão negativa e sugar as pétalas ou outros pequenos objetos qatravés de sua valvula. As máquinas pneumáticas são mais caras que alguns modelos elétricos e também possuem um custo mais elevado para a sua operação, pois demendam a utilização de gás que tem que ser reabastecido constantemente, já as elétricas bastam que se ligue a uma tomada o que é muito mais simples de se utilizar.
As máquinas elétricas no entanto possuem uma vasta variedade de tipos, e com funções diferentes, por exemplo, as máquinas eletricas possuem várias especificações como pressão, consumo elétrico, força produzida, rotação do motor entre outras, o que faz com que as mesmas variem enormemente de preço.

4-Porque o preço das máquinas eletricas de SKY PAPER varia tanto?
R: 
Primeiramente porque são realmente máquinas diferentes, por exemplo , atualmente possuo máquinas que vão de 1/4cv até 6cv, a potencia da máquina (força em cv) é dada em cavalos de força, e é essa especificação quem vai dizer qual a quantidade máxima de papel que pode ser colocada ná máquina por minuto por exemplo. A pressão, que é dada em libras é que vai dizer a altura que o papel vai ser arremessado. Outra especificação que é muito confusa é o cosumo elétrico que é dado em kilowatts ou Kw e é muito confundico com a potência em cv do motor. Geralmente a potencia em CV é 3 veses menor que a potência em KW.

5-Quais efeitos posso usar em uma festa de debutante?
R:
 Pode utilizar praticamente todos, porém, sempre com critério, o efeito especial é um efeito e não uma constante, portanto, deve ser utilizado somente em momentos marcantes como a entrada, uma dança, algum discurso ou outro momento, para escolher o efeito que melhor se encaixa, o ideal é verificar TODOS os momentos de destaque, classiicar a ordem de importância e aplicar os efeitos de acordo com essa ordem.

7-Quais são as opções de efeitos, e seu impacto?
R:
 Primeiramente os fogos, que causam grande impacto e devem ser usados em aberturas e fechamentos, ou em entradas.
Os efeitos tipo SKY PAPER, que podem ser usados durante lançamentos, entradas mais demoradas e danças.
O Efeitos de bolha de sabão e neve, ideais para momentos marcantes e que tenham que ser lembrados, como aniversários ou efeitos de longo prazo.
Efeitos como a NUVEM ou FOG, devem ser usados durnate as danças ou durante a entrada de produtos, com a sensação de frio.
Efeitos de essência, devem ser usados para lembrar e impactar as pessoas, quanto maior o numero de sentidos que for exposto ao efeito simultaneamente maior o impacto e a força que o efeito irá causar.

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Caixa acústica, ou sonofletor, é uma caixa construída em volta de um alto-falante para melhorar sua reprodução sonora. Geralmente a caixa é construída em madeira ou plástico com uma abertura para se instalar o(s) alto-falante(s).

A finalidade desse aparato é impedir que se misturem as ondas sonoras dianteiras e traseiras emitidas pelos alto-falantes, o que causa interferência destrutiva e anula o som. No entanto, também são usadas para melhorar a acústica da reprodução sonora tanto em resposta em freqüência quanto em tempo de resposta.
 
As caixas acústicas normalmente possuem mais de um alto-falante no intuito de cobrir melhor todas as faixas de freqüências audíveis (em torno de 20 a 20kHz para seres humanos). As unidades pequenas são chamadas de tweeters e são responsáveis pelos sons agudos. As unidades de média freqüência são chamadas de mid-ranges e as de freqüências graves de woofer.
 
Para otimizar o funcionamento de cada tipo de alto-falante, o sinal que chega à caixa passa por um circuito divisor de freqüências (crossover em inglês), uma espécie de filtro eletrônico que distribui o espectro sonoro adequadamente entre as diversas unidades. Assim, após esse filtro somente os agúdos são passados para os tweeters, os médios para os mid-ranges e somente os graves para os woofers.
 
Para audição em aparelhos de som de alta fidelidade são usadas caixas acústicas aos pares para obter o efeito da estereofonia (stereo). Em cinemas e home-theaters são usados múltiplas caixas acústicas para obter o efeito de surround.
 
Tipos
 
Existem vários tipos de caixas acústicas, e no seu projeto são usados os parâmetros T/S dos alto-falantes.
-Selada: As caixas acústicas seladas, ou suspensão acústica, são caracterizadas pelo completo isolamento da massa de ar traseira do falante em relação a da dianteira. Como o ar dentro da caixa é comprimido e expandido conforme a movimentação do cone do alto-falante, a pressão interna tem efeito similar a uma mola, expelindo o cone quando ele entra e puxando o cone quando ele sai. Esta é uma caixa relativamente fácil de ser projetada, sendo sua única variável o volume interno de ar livre.
 
Acusticamente, ela é caracterizada por tempos de resposta rápidos, isto é, a variação do tempo de resposta do alto-falante varia pouco em função da freqüência, ficando geralmente abaixo de 10ms. Assim, ela é responsável por graves rápidos e precisos, percebido em tambores e bumbos rápidos. Porém, sua desvantagem é a extensão dos graves, isto é, a resposta em freqüência cai relativamente bastante conforme se entra na região dos sub-graves (<50Hz).
 
-Dutada: Também chamada de refletora de graves, esta caixa também é selada em toda sua extensão com exceção de um duto. Este duto, ou pórtico, é nada mais que um tubo de diâmetro e comprimento projetados para ressonar em uma freqüência desejada. É um projeto mais complexo por envolver estas variáveis a mais além do volume da caixa, e necessita de um estudo de compromisso entre resposta em freqüência e tempo de resposta. Um fator prático a ser considerado é a velocidade do ar no duto, que se for muito alta pode "soprar" e causar ruídos indesejados. Este tipo de caixa tem grande versatilidade pois pode ter seu comportamento drasticamente alterado por uma simples alteração do comprimento do duto.
 
Acusticamente, ela tem um reforço de amplitude na região de ressonância do duto de 3dB, e pode ser projetada para que fique plana e capaz de responder com força na região dos sub-graves. Porém, sua desvantagem está no alto tempo de resposta e a sua variação em freqüência, podendo ficar com valores de até 20-30ms de diferença entre 20Hz e 80Hz. Isso significa que uma batida de um tambor pode ter o impacto inicial no tempo da música, e o sub-grave demorar para responder, ficando um som embolado e atrasado. Se bem projetada, a caixa oferece um compromisso adequado em tempo de resposta e resposta em freqüência.
 
-Passa Banda: Esquema de caixa passa banda de 4ª ordem, Caixas Passa Banda ou Band-Pass são caracterizadas por reproduzir somente uma faixa de freqüência. Seu projeto é muito complicado e difícil de acertar, e seu comportamento se assemelha a de uma dutada. Dependendo da configuração de dutos, são chamadas de 4ª ou 6ª ordem.
 
-Linha de Transmissão: É uma caixa moderna e diferente das anteriores. Ela pouco se parece com uma caixa pois na verdade não é selada nem tem dutos, mas sim se assemelha a um grande corredor na traseira do alto-falante de área equivalente a do cone e aberto na outra extremidade. Possui um projeto refinado e alia o baixo tempo de resposta de uma caixa selada com a extensão de resposta de uma caixa dutada. Entretanto, seu uso é restrito devido a suas grandes dimensões.

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Neste guia estou preparando um texto para poder explicar na realidade o que é a tal potencia dos aparelhos de som, e o porque que em PMPO os valores são tão maiores do que em RMS e o que é realmente a potÊncia do som, indiferente do tipo de medição usado, seja ele uma medição real ou não. Lembre-se, não existe alto-falante "com potência de X watts". Alto falante é um componente passivo, que transforma energia, na verdade, um alto falante de 120W RMS suporta eletricamente 120W sem queimar, porém se for ligado em um amplificador de 50W , tocará igual a qualquer outro alto-falante parecido e de menor potência: 50W. Isto sem contar que tem muita perda no caminho antes de virar som. O fabricante que apresenta como primeiro dado de seu alto-falante o valor da potência, tem a nítida intenção de te "ganhar no papo", cuidado. Com relação aos valores de potência, o leitor já deve ter se deparado com números assustadores e não coerentes. Por exemplo, um aparelho tres-em-um a venda no supermercado tem uma etiqueta que diz possuir 4000 Watts de potência. Óbvio que esta informação não é real. Isso seria admitir que este aparelho consome tanta energia quanto meu chuveiro elétrico. O que acontece nestes casos é a unidade de medida que o fabricante utilizou. Na maioria das vezes, potência PMPO, ou seja, uma forma de medir a potência máxima que o aparelho pode gerar, mesmo que seja por um instante mínimo de tempo, até menor que centésimos de segundo. Como não há padronização para esta medida, o fabricante "inventa" como ele quiser a maneira que vai utilizar para fazer a medição da potência PMPO. Isto trata-se de uma jogada de "marketing". Repare que: a potência dos novos aparelhos de supermercado aumenta espantosamente enquanto estes continuam diminuindo de tamanho. Ora então porque os amplificadores para shows raramente passam dos 4000W e continuam tão grandes? - vai entender! A medição de potência padronizada pela ABNT é a que vale. Medida em um período de tempo padronizado onde se possa definir a potência média que foi trabalhada pelo aparelho sem que ocorra sua queima. Esta é a potência RMS ou conhecida como potência real média, esta serve como parâmetro de comparação e deve vir sempre especificada pelo menos no manual do fabricante. Já me deparei com aparelhos que anunciavam 400W na frente de seu painel, mas no manual estava especificada a potência RMS de míseros 6W por canal. Este mesmo raciocínio vale para alto falantes. Nossa referência é potência RMS. Ainda temos um agravante. Esta potência é a que o alto falante suporta eletricamente. Na maioria das vezes o limite mecânico imposto pelo Xmax ocorre antes que toda a capacidade de potência do alto-falante seja aproveitada. Por isso torna-se importante o cálculo e simulação da caixa antes da compra do alto-falante. Em música existe um parâmetro conhecido como dinâmica). Isto é a diferença entre o som mais "fraco" que toca em uma música e o mais "forte". Qual quer aparelho em volume médio deve conseguir reproduzi-los todos. Vejamos o exemplo de uma típica musica de rock. Se tomarmos somente a variação dinâmica entre o volume médio normal no decorrer da música e os momentos de pico, encontraremos uma variação de 12dB, isto chama-se fator de crista. Agora vejamos, se o sujeito estiver ouvindo em um volume onde o desenvolvimento normal da música consome 2W do sistema. Quando em uma passagem mais forte da música, como um grito do vocalista ou uma base de guitarra onde atinja 12dB acima do nível médio, veja qual a potência necessária para reproduzi-lo 31,7W Isto é 15 vezes mais pot6encia do que estava sendo desenvolvido normalmente. Veja que não é todo aparelho que fornece esta potência. Imagine que você estivesse tocando para uma multidão, onde seu sistema já desenvolvia em volume médio de 50W. Se calcular vai ver que necessitaria de 750W nas passagens mais fortes!! Ou ainda, se imagine ouvindo música clássica, onde o fator de crista pode chegar a 30dB. Quando a potência requerida é maior que a do amplificador, a onda é ceifada e ocorre distorção por saturação do equipamento. A onda perde seu formato, se torna quase quadrada e perde suas informações de timbre. Por aí percebemos que alta potência em um sistema funciona como uma reserva de energia e não para escutar em volume máximo. Exceto se o controle de volume do aparelho já fora projetado pensando isso. A potência PMPO tinha a intenção inicial de especificar a capacidade que certos aparelhos tinham de fornecer alta potência nestes momentos de maior dinâmica, mas como não houve padronização, virou esta palhaçada que conhecemos hoje. fonte: http://guia.mercadolivre.com.br/potncia-rms-x-pmpo-porque-diferencas-to-grandes-valores-9245-VGP
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